quarta-feira, 24 de abril de 2013

Regatas


Eu e minha mania de arranjar significado aonde não tem, tava hoje pensando em como eu gosto de usar regatas, mesmo sendo gordo e não musculoso. Mas por que regatas só devem ser usadas por magros e/ou musculosos? Regata é uma “camiseta errada” uma camiseta faltando um pedaço e que infelizmente não podemos usar elas para ir ao trabalho.

Eu fico imaginando o que as pessoas que usam regatas querem dizer. Seria algo como:

Fortão - Olha como eu sou forte, passo horas da minha semana na academia malhando.

Magros – Olha como eu sou magro, posso comer a vontade e não engordo #chupasociedade #chupagordos

Agora quando eu uso regatas eu só quero dizer ao mundo que eu gosto de regatas, gosto de usar uma camiseta que está faltando um pedaço. Mas ai, fico me questionando, se eu me sinto no direito de julgar o porquê de outros usarem, os outros também me julgam?

- Olha lá o gordo escroto com esse braço bizarro de elefante.

Ou será que só eu acho que as pessoas se importam com o que você veste? Será que o mundo todo, assim como eu não usa essa “camiseta errada” apenas por gostarem dela? Ou será que eu deveria simplesmente esquecer isso e entender que ninguém usa nada querendo dizer algo? Mas, se o que vestimos é o que representa nossa personalidade minha personalidade está faltando um pedaço? Assim como minha camiseta preferida?

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

bolacha ou biscoito?


Tem um pacote de bolacha em cima da minha mesa, para mim é apenas bolacha, para cariocas seria biscoito, para outras pessoas seria alimento e para outros seria um Nestlé ou um Nesfit.
Quando observo a bolacha me vem várias coisas a cabeça, sabor, sal, fome, migalhas, calorias, peso e gorduras. Essa é a percepção que eu tenho quando observo um pacote de bolacha. Mas o que o pacote quer verdadeiramente representar?
Quando a pessoa desenvolveu a embalagem o que ela quis dizer? Na embalagem tem a silhueta de uma mulher MAGRA, com foto dos biscoitos envoltos por cereais e com uma observação em roxo e rosa de que ele tem fonte de fibras e que possui 87 kcal por 21g. Suponho que o produto está gritando: - Sou saudável e engordo pouco. Lógico que isso me chamou a atenção na hora já que mesmo gordo entrei numas vibes de querer consumir uma vida saudável e essas baboseiras.
Mas voltando ao que eu queria entender desde o começo disso tudo, quando alguém criou e/ou desenvolveu essa bolacha/biscoito o que ele queria transmitir com esse objeto/alimento? Ainda não cheguei a uma conclusão sobre isso. Mas ele me ganhou. Esse pacote com tons pastel me chamou a atenção no meio de vários outros pacotes, mas eu fui atraído por ele por estar procurando algo “saudável” ou ele me atraiu por ser diferente em uma prateleira de embalagens em cores vibrantes?
E não sei qual o motivo de que hoje eu acordei com vontade de refletir sobre um pacote de bolachas. 

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Cold Day In The Sun

Eu nunca consegui definir o que é melhor, quente ou frio. Vivo ouvindo pessoas dizendo o que preferem, mas eu acho que todas elas estão mentindo, talvez para elas mesmas. Ninguém pode querer um frio tão frio que comece a bater os dentes, assim como ninguém pode querer um quente tão quente que te faça transpirar parado; e sempre que penso nisso tendo ao frio, convenhamos, ficar suado é bem pior que bater os dentes um pouco.

Prefiro o meio termo, todo mundo prefere no fundo, só que cada pessoa tem seu meio termo. Veja bem, supondo que para a maioria das pessoas meu meio termo é em uma temperatura mais fria do que o meio termo delas, logo sou uma pessoa que prefere o frio; só que não. Logo, não faz sentido pensar se gosto mais de frio ou de quente, porque pensar se faz sozinho, e sozinho não faz sentido definir essa questão. Ela deve ser definida em uma conversa, não se deve chegar com ela definida, mesmo que você a tenha definido em uma conversa anterior, aquilo foi com outro grupo de pessoas e não vale em um novo.

Seria mais fácil falar sobre isso não sendo tão subjetivo, mas seria simplesmente chato falar que a temperatura que você mais gosta é 20 graus.

A temperatura que mais gosto seria aquela em que eu pudesse usar um casaco ou algo parecido sem que fique quente, mas que eu consiga ficar só com uma camiseta se for o que eu quero (dificilmente seria, mas vivo em lugares quentes; são só o que eu tenho). Seria legal viver em uma temperatura em que eu pudesse usar uns casacos que eu ache legal, em que fosse normal ter mais casacos; principalmente seria legal não ser tão fácil ficar suado, isso seria realmente interessante.

Até.

sábado, 19 de janeiro de 2013

UMA DIREÇÃO - Parte 5

NELSON



Mais um dia, somente mais um dia. É Assim que as coisas funcionam para mim, amanhã completarei dezessete anos e enfim estarei livre, livre para poder tomar minhas próprias decisões.

Não aguento mais seguir ordens, Serei em fim dono do meu próprio nariz, farei exatamente tudo que quiser. Pretendo me embebedar em um dia e no outro me drogar e no outro comer umas putas. É, comerei muitas putas. Meu pai não vai poder falar nada, pois quando se completa 17 anos se está livre. Livre para fazer o que quiser.

Amanhã minha alma será ofertada ao Deus Bauturi e enfim serei abençoado a ter o dom da vida adulta. Nem consigo conter tanta ansiedade. Será tudo maravilhoso, poderei sair desse castelo maldito. Conviver com pessoas de verdade e não com esses frescos da corte. Não me importo com essas porcarias de etiqueta e para todo mundo aqui isso parece ser tão importante. Para mim isso é lixo.

Pretendo pegar algumas jóias e negociar por ai, com certeza conseguirei uma boa quantia. Provavelmente nem sentirão falta. Minha mãe, a rainha tem tantas jóias que tenho certeza que ela nem sentirá falta. Minha mãe, Carolina é simplesmente maravilhosamente bela e talvez a pior mãe do mundo. Dizem que ela é a reencarnação da Deusa Frumusete, mas eu não acredito nisso. Acho que se ela é a reencarnação de alguma coisa deve ser a reencarnação da futilidade.

E meu pai, como é babaca, sinto pena dele as vezes, é praticamente um idiota ambulante, só pensa nos deuses, acha que tudo que ele tem foi dado pelos deuses. Mas eu sei a verdade, tudo que ele tem foi graças ao meu avô Anibal que lutou muito para conseguir o reino. Meu pai reina de uma maneira muito fácil. Hoje em dia todos os reinos são pacificados e todos os reis vivem em harmonia, dizem que são amigos. Mas na verdade eles são é covardes, nenhum deles tem coragem de tentar conquistar mais terras, mas quando eu for o rei tudo será diferente, vou lutar muito e conquistarei toda a Teren.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

UMA DIREÇÃO - Parte 4


JOSÉ



Sempre achei que ia nascer, crescer e morrer no mesmo local, mas por uma ironia do destino estou me mudando para Intuneric, por algum motivo meu pai resolveu sair de nossa cidade Lillieci. Acho que nossa cidade não é mais segura. Vários de nossos amigos e familiares estão sendo mortos e suas casas atacadas. Acreditava que estava seguro, mas não, realmente estávamos todos correndo perigo.

Irei atravessar a província de Libertate até chegarmos a Umbre, Intuneric é a capital de Umbre. Mas pelo que eu fiquei sabendo é uma cidade um tanto quanto estranha, um lugar aonde o velho e o novo convivem juntos.

A viagem de trem está sendo muito cansativa, quatro noites e três dias se passaram e ainda falta alguns dias até chegarmos a Intuneric.

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Faz quatro dias que cheguei, amanhã começo a escola de curanderia, não quis entrar na escola de guerreiros, meu povo sempre foi contra guerras, mas por aqui parece ser bem normal. Em Lillieci eu estudava as ciências ocultas, mas por aqui isso parece ser algo errado. Então decidi seguir pela curanderia que bem ou mal estuda as ciências da natureza e ao contrário dos guerreiros preza pela vida e não tira a vida das pessoas.

Desde que chegamos não conversei com ninguém, minha família não foi muito bem vinda pelos vizinhos, moramos na maior casa do bairro e desde que chegamos nenhum vizinho se dirigiu a nós. Pelo contrário, eles costumam atravessar a rua, ou voltar para suas casas quando resolvemos tentar fazer qualquer contato social.

De algum modo, parece que eles sabem sobre nós. Parece que eles simplesmente conseguem sentir o quão diferentes somos deles. Tenho a impressão que eles nos enxergam como uma ameaça.Simplesmente é muito cedo para eles descobrirem o que somos.

sábado, 5 de janeiro de 2013

UMA DIREÇÃO - Parte 3


LUCAS



Apenas mais um dia sobrevivendo, pois é assim que gosto de viver minha vida. Depois de tanto sofrimento é só assim que consigo imaginar minha vida, sobrevivência.

Não é fácil quando você cresce se achando um monstro, achando que toda a desgraça é sua culpa. Saber que seu pai te odeia. Saber que seus irmãos, mesmo que inconscientemente transferem toda a raiva e armagura para você.

Sim, eu sei que foi minha culpa a morte da minha mãe. Mas eu não pude fazer nada. Não era algo que eu poderia interferir. É obvio que se eu pudesse, eu preferia ter morrido no lugar dela, mas ela quis assim. Meu avô a única pessoa que realmente me ama nesse mundo sempre me fala que foi decisão dela, que ela pediu para salvarem a criança. Ela decidiu morrer para que eu vivesse, mas ela não sabia como isso é terrível, acho que se ela soubesse o que me aconteceria e como eu iria sofrer talvez a decisão dela tivesse sido diferente. 

Ao contrário de todos os meus irmãos, meu pai não me mandou para escola aprender a ser um guerreiro. Eu fui mandado para a escola de curandoria, aonde geralmente só iam meninas, deficientes físicos e gordos. Nunca aprendi a portar uma espada, mas sei tudo sobre ervas, medicamentos, curativos e algumas magias. Sempre quis ser um guerreiro, mas serei apenas um curandeiro. Meu avô me fala que em uma guerra eu serei tão útil quanto os guerreiros, mas os reinos estão em paz há muito tempo.

Nunca tive um amigo, e até hoje não tenho. Na verdade tenho meu avô, mas o considero muito mais que um simples amigo. Amo ele mais do que tudo nessa vida. E faria qualquer coisa por ele. O ver na cama atualmente é a coisa que mais me faz sofrer. Todos os xingamentos, surras e tabefes que já levei doeram muito menos do que o ver no estado que ele está.

Sempre acreditei nos deuses, mas acho que eles não me escutam bem. Já pedi muito para o Deus Senzati tirar meu sofrimento, mas pelo contrário meu sofrimento sempre aumentou. Atualmente rezo todos os dias para o Deus Sanatate para ele curar meu avô. Faço oferendas todos os dias para ele, para meu avô melhorar, até agora nada, mas não posso perder a fé. Meu avô é tudo que eu tenho.

E eu juro em nome do Deus Dumnezeu eu farei tudo o que for preciso para não perder meu avô, nem que seja a ultima coisa que eu faça.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

UMA DIREÇÃO - Parte 2



LUIZ



Henrique estava totalmente transtornado, realmente estava se sentindo diferente com o ocorrido, ele nunca tinha matado nem um animal e agora nos víamos com um cadáver que ele tinha acabado de matar.

- Não foi minha culpa, foi?

Perguntou Henrique, ele estava com a kunai na mão, limpando o sangue que estava grudado nela. E não conseguia parar de andar de um lado para o outro.

- Claro que não, ele ia me matar.

Respondi, tentando confortar ele de alguma maneira, mas que não era mentira, a culpa não era dele. Mas de qualquer jeito era uma situação diferente para nós dois. Estudávamos artes marcias, artes da guerra e diversos tipos de lutas e de defesas pessoais, como qualquer pessoa. Mas nunca tínhamos usado nenhuma técnica de forma mortal contra alguém.

Decidimos abandonar o corpo por lá mesmo e torcer para que ninguém tenha nos visto. Corremos, Corremos muito como se correr fosse diminuir alguma coisa, mas só queríamos ficar o mais longe possível do ocorrido. E correr dava a sensação, pelo menos para mim que as coisas iam se consertar.

O sujeito queria me matar e eu sabia o porquê, e de uma coisa eu tinha certeza, O Henrique nunca poderia saber o motivo e se ele começasse a questionar eu ia precisar inventar alguma coisa para que ele se esquecesse da história, ele nunca poderia saber da verdade, nem ele nem ninguém. Se alguém descobrisse, tudo mudaria, eu nunca mais poderia ser o mesmo.

Henrique parou em frente à porta de sua casa, estava muito ofegante e o suor escorria por todo o seu rosto. Ele simplesmente não me disse nada, me abraçou e abriu a porta de sua casa e entrou. Minha casa ainda estava a alguns metros. Não demorei muito a chegar. Fiquei parado em frente à porta de casa por algum tempo, estava tentando encontrar coragem para entrar. Respirei fundo e resolvi entrar. Fui direto procurar meu pai. Assim que o encontrei o encarei e falei:

- Pai, eles me encontraram.